sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Natal

                                                Então é Natal!


E o que você fez?
O ano termina, mas...
A amizade, o amor, a atenção ao outro ficará!
A passagem de um ano será o início de outro que você com certeza estará mais maduro, 
Sua fé estará mais consistente,
Seu coração estará mais fortalecido, talvez por tantas alegrias, ou pelas tristezas...
Sua família será seu porto, sua segurança, seu abrigo,
Seu trabalho terá mais otimismo, mais experiência...
Jesus, Este nome tem poder, Ele nos  sustentará, nos dará sabedoria todos os dias e o ano todo.

Natal, tempo de refletir,
amar
ser amado,
repartir,
se alegrar,
unir,
fazer nossa parte,

 Então, Feliz Natal...

Márcia Roza Lorenzzon

domingo, 24 de novembro de 2013

Até breve, Batistella



Até breve, Batistella

Izaias Resplandes de Sousa*

Estivemos juntos tantas vezes... Falamos de muitas coisas. Umas sérias, outras banais... Contamos piadas, fizemos gracejos... Sorrimos, choramos, cantamos... Comemos, bebemos... Estudamos, lemos... Fizemos tudo o que fariam juntas as pessoas que se amam, que se prezam e que se querem bem...
E você, Anderson... Você nunca ficou de fora. Mesmo com suas limitações físicas, você sempre encontrou um jeito de participar conosco. E sua participação não era somente na presença. Você comentava, discutia, dava sugestões...
De fato, amigo, você foi um vencedor em sua jornada pela Terra dos Homens. Fez muito mais do que aqueles que tinham tudo para fazer, mas que se quedavam inertes. Não agiam porque não queriam. E você, que tinha muitas dificuldades para conseguir realizar até mesmo tarefas mais simples, por conta de suas limitações físicas, fazia de tudo exatamente pelo motivo oposto, porque você queria mostrar a diferença.
É claro que você teve muito apoio de seus pais e também pode contar um pouco com seus amigos que nunca lhe faltaram. Mas se não fosse o seu querer e a sua vontade de vencer, nem o apoio dos seus pais ou de seus amigos teriam servido para qualquer coisa. Mas justamente porque você queria vencer, foi que valorizou todo o apoio que recebeu, tanto o grande, dado por seus pais Guilherme e Izete Boese, como o mais simples, dispensado por nós que tivemos o prazer de ser seus amigos, fazendo desses braços e pernas que te auxiliavam uma brava e potente força, que foi inquebrantável e decisiva em sua breve caminhada de 31 anos, 6 meses e alguns dias, para levá-lo às suas conquistas mais significativas, dentre as quais certamente se destaca a formação em Direito pela UNIC/UNICEM de Primavera do Leste, MT e a implantação e funcionamento do Escritório de Advocacia Batistella Boese, na Av. Porto Alegre, 1975, também em Primavera do Leste.
E agora, amigo? A sua jornada chegou ao fim ou ela está apenas começando? Você sabia que o fim ou o começo tem tudo a ver conosco, com nossas crenças, nossas convicções, nossas esperanças e nossa fé? Não temos dúvidas sobre isso.
Navegando pelo seu perfil no Facebook a gente pode dizer com a boca cheia, que você não temia a morte e nem a via como se fosse o fim de tudo. Você sabia, Batistella, que haveria de continuar exercendo o seu sacerdócio e a sua missão não apenas no além espiritual de tantas faces e doutrinas, mas aqui mesmo, neste lugar que chamamos Terra dos Homens. Você sabia amigo, que haveria de continuar influenciando as gerações, como igualmente influenciam suas grandes inspirações como Madre Tereza de Calcutá, Mahatma Gandhi, João Paulo II, Irmã Dulce...
Observamos também que você tinha entre suas preferências de leitura o Livro dos Livros, a Bíblia Sagrada, a qual mereceu o privilégio de ser sua única referência na categoria “Livros”. E quem destaca essa coleção milenar como seu livro de orientações para todas as horas da vida, não pode ser alguém que vê a morte como o fim de tudo, senão como um novo marco para uma mudança de plano, de espaço, de campo de ação.
É assim que também acreditamos amigo Anderson Boese. Entendemos que tanto pela ciência, como pela fé, que o fim não existe. Pela ciência, seu corpo, meu amigo, formado por um complexo de elementos químicos, estará voltando ao pó da terra, ao grande laboratório onde passará por novas combinações, renascendo como um grão de trigo plantado no mesmo solo, em uma nova composição que traz a essência daquele grão, mas que tem outro brilho, outro status, outras dimensões. O pé de trigo é bem diferente do grão, mas é a continuação deste, que não se acaba, mas que pelas leis da física, apenas se transforma. Seu corpo, amigo Boese fará brotar da terra outros tantos corpos. E assim você continuará a viver enquanto a vida existir em qualquer de suas formas.
Também pela fé, nós acreditamos que a vida continua no além-túmulo. E que teremos muitas outras missões tão ou mais importantes do que aquelas que já executamos. Por hora estaremos separados. Mas isso será por pouco tempo, porque também nós haveremos de partir para a dimensão em que agora você está. E talvez venhamos de novo a ser parceiros em novas aventuras em benefício dos demais.
Seja o que for a nossa crença, seja com base na ciência, seja com base na fé, a vida continua. Como cantam os sertanejos Duduca e Dalvan em sua “Espinheira”: “o mundo não acaba aqui” e você também não, amigo Anderson Boese. Você também continuará existindo, agindo, influenciando as novas gerações, seja pelos seus exemplos de vida, seja pelos seus escritos, pelas suas produções e pela sua memória. Ninguém acaba de vez, mas pessoas como você nos deixa um legado que será referenciado por nós e pelas gerações futuras. E também através desse legado você continuará existindo.
Assim, estimado amigo... Nessa ocasião de brutal separação, com certeza todos nós estamos sofrivelmente comovidos. O choro insiste em querer embargar a nossa voz, mas pela nossa amizade, não poderíamos deixar de te dizer essas palavras que agora encerramos, não com um “Adeus”, mas com um “Até Breve”, porque essa é a certeza que adquirimos pela ciência e pela fé que professamos.
Siga em paz, amigo. Viaje sempre na direção da luz. Esse é o Caminho e a Verdade e a Vida. Entregue o nosso abraço ao Milton e lá espere por nós.
Até breve!

* Izaias Resplandes de Sousa é advogado e professor. Foi colega de Anderson Clayton Batistella Boese na UNIC/UNICEM, no curso de Direito, com quem travou profícuos debates.
* Publicado em Plantão News em 6/11/13. Disponível em: http://www.plantaonews.com.br/artigos/show/id_coluna_conteudo/1054/id_coluna/313

sábado, 5 de outubro de 2013

A IGREJA EM CONSTRUÇÃO



A IGREJA EM CONSTRUÇÃO
                                                                                              Gaudêncio Amorim
I
Deus está no homem, mas o homem pouco está com Deus:
Neste mundo, quase tudo chama atenção
Desde os prazeres estéreis de efêmera duração
Aos vícios continuados que o escraviza e o domina
Inobstante ao bem que um ou outro perpetua
É muito improvável ver Deus no canto da rua
Para a verdadeira aliança que na vitória se anima
II
Mas uma coisa é ver Deus, por opção
Outra, Deus mostrado pela igreja
Sem alardes messiânicos e sem sobeja
E justificar o papel do templo representativo
Porque igreja não é só casa de oração
Assim – é um templo em construção
Com fiéis desiludidos e pouco criativos.
III
O homem precisa-se reinventar para igreja reconstruir
A igreja de portas abertas, noite e dia – toda hora
Acalentando o homem atordoado e a criança que chora
Como a mãe que alimenta a prole, sempre por perto
E o homem que acredita saber tudo nesta vida
Não passará de leve bruma na dispersa avenida
Como uma lânguida miragem no deserto.
IV
Não é só  a igreja, o templo de adoração
Que faz do homem reto e bom cristão
Nem a igreja nua de eclesiásticos mudos
Aquela que prega o capital em liturgias disfarçadas
Para poucos fiéis e mentes acomodadas
Presas ao egoísmo e a ouvidos surdos.
V
Mas Deus mandou seu emissário
Um a um após o Cristo do Calvário
E falou de uma igreja nova, diferente
Para o homem renovado, livre e crente
Difundindo o sal da terra à nação
Uma igreja em construção.....

VI
Cada líder espiritual, cada conselho episcopal
Cada padre, monge, pastor ou líder papal
Cada um na doutrina, à sua maneira
Pregou o evangelho e tremulou bandeiras
Levando a todos a boa nova de Cristo.
Porém, nenhum em toda história
Suscitou a bonança de nova aurora
Como a mensagem do papa Francisco.
VII
E agigantou a igreja prostrada no dogma artificial
Na agonia dolorosa dos tempos e sem remédio
Se debatendo entre as religiões o seu frágil credo
Misturando-se ao pó evoluído das vaidades mundanas.
Soube, convencer o seu radical cristão
Que o Cristo está em qualquer religião
Seja ela católica, protestante ou muçulmana.

VIII
Ele pregou a igreja que ainda não está pronta
Mas de todas, é a que menos afronta
O verdadeiro ideal do cristianismo
A igreja das ruas, campos, construção
Mais comedida e de menor corrupção
Para um fiel convicto e sem fanatismo.
IX
Este homem não é Deus, mas o tem em si
E o define na mensagem de sua existência
A nutrir-se do necessário sem exigência
Para ostentar a fama e o cetro em milhões
Porque é na simplicidade e na unidade de papéis
Que se deve edificar a igreja e seus fiéis
Num regozijo à felicidade das multidões.
X
Foi ele, ungido e convicto da fé verdadeira
Que desenhou no cenário católico à completude
Que se rende ao velho e orienta a juventude
Num sermão aberto à construtividade.
Assim, sem esmero, remodelou um cristão renovado
Que não precisa mais esconder atrás do livro sagrado
Para camuflar um coração repleto de vaidades.
XI
Porque o bem não se mede em palavras bonitas
Adornado na aparência com enfeites de fitas
E uma rotina litúrgica de ir às missas.
Mas pode ser percebido na ação permanente
A serviço do homem frágil, o irmão carente
Sem o estatuto de qualquer outra premissa.
XII
Vede, irmãos do meu tempo e da minha geração
O que pode fazer a palavra nos dias meus!....
O que pode fazer um homem com Deus!...
Na simbiose da criatura em recriação.
E de como é preciso acordar e se dar conta
Que a igreja caminha sem estar pronta
E que é apenas uma igreja em construção.

XIII
A igreja na unidade e na diversidade sobrevive
Mas ela sozinha é o templo nu, o prédio
Que não se personifica sem o assédio
Do cristão são na sã e efetiva conduta
Afinal, da forma que estava prostrada
Era como reunião sem rumo, desorganizada
Que todos falam, mas ninguém escuta.

XIV
E foi preciso este homem divinizado na fé
De doutrina inspirada no ideal franciscano
Deixar os limites do território Vaticano
Para no Brasil, revigorar o seu templo.
Isso mostra, ao cristão, inobstante
Aqueles que no ideário seguem avante
A força e a importância do exemplo.
XV
A igreja de Pedro edificada na rocha
Se conhece pelo esmero das pastorais
Não tão somente pela liturgia dos missais
Em dias de missa no criado mudo
É como conhecer a cidade feia ou bonita
Pelos cuidados do morador que nela habita
Sem ensejar ciência ou estudo.

XVI
Mas ainda assim, tal qual ao operário em marcha
Também é a igreja dos fiéis e de Francisco,
Porque, este sim, merece um obelisco
Por fazer da simplicidade, uma revolução.
E pode ensinar ao povo brasileiro
A se portar como um lord, cavalheiro
Numa igreja em construção.

XVIII
E ensinou que a igreja precisa da política social
Que onde os corações cedem a cobiça
Sem termo, critério e justiça
Configura opressão dos fracos e excluídos.
E que só bom cristão puro e renovado
Pode bradar a voz e levantar o cajado
Indicando o novo rumo a ser seguido

XIX
Como bons discípulos de um templo
Eu, nós, a imensa nação do Brasil
Bem de perto seu exemplo sentiu
É uma nova corrente em vigília e oração
Despiu-se da vaidade, a heresia do evangelho
E jogou fora o método velho
Para fazer uma igreja em construção
XX
E agora, enfim, mire-se no exemplo de Francisco
Que na mensagem deixada na jornada da juventude
Revigorou os cristãos em perfeita saúde
Para cumprirem sua missão mais importante:
De que nada é mais primordial para se viver
Do que praticar bem e cuidar de você
Além de amar o seu próprio semelhante.
XXI
E esta poderia ser a mensagem do papa Francisco
Ordenado pelas graças de Cristo
Numa corrente em oração
Para falar de uma igreja no caminho
Que merece no seu coração um cantinho
Um igreja em construção!!!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Na Casa Upenina de Zenaide

João de Sousa e Sulene

 A UPE de Zenaide Farias, com a Juiza Mazzarelo


Lembranças de Jurandir Xavier

Em 29 de março de 2008, o Jurandir recebeu os seus confrades em sua chácara às margens do Rio Areia, no perímetro urbano da cidade. Um lindo lugar. Então, ele me falava de seus projetos para aquela propriedade.

Infelizmente, ele nos deixou sem concretizar o projeto para a chácara.

Tertúlia em 2008

As tertúlias upeninas são bastante animadas. Na foto abaixo, temos um instantâneo com a presença de vários Notáveis Upeninos, dentre os quais os saudosos Jurandir Xavier de Oliveira e Zenaide Farias de Mendonça.

Na foto acima: o Comendador Francisco Dorilêo com os Notáveis Upeninos Amorésio e Edinaldo, comandando a animação.

Homenagem ao Moreira

Aluno da Escola Poxoréu presta homenagem ao poeta upenino Joaquim Moreira, no desfile de aniversário da cidade em 26 de outubro de 2008.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Exaltação a Poxoréu

O poema "Exaltação a Poxoréu" foi composto em 1988 e foi recitado pela primeira vez, por Roseli Sousa Silva, na abertura do 1º FESCAMPOX - Festival da Canção de Poxoréu, nos festejos de inauguração do Ginásio de Esportes Cinquentenário, o "Cinquentão".

domingo, 28 de abril de 2013

UPE elege sua 26ª Diretoria

A UPE - União Poxorense de Escritores elegeu na manhã deste domingo a sua 26ª Diretoria, a qual foi composta pelos seguintes Notáveis: Prof.  Luís Carlos Ferreira - Presidente; Prof. João de Sousa - 1º Vice-presidente; Acad. Wallace Rodolfo Pereira da Silva - 2º Vice-Presidente; Prof. Gaudêncio Filho Rosa de Amorim - Secretário Geral; e Profª Márcia Adriana Nunes de Almeida Oliveira - Tesoureira Geral[foto acima com Izaias Resplandes, à esquerda]. 

A eleição aconteceu na residência do ex-presidente Wallace Rodolfo [foto acima] e foi acompanhada de um delicioso churrasco, com a participação de upeninos e convidados.

Ao término da eleição, os upeninos falaram sobre suas expectativas para a nova gestão administrativa da UPE. Para Luís Carlos, o novo Presidente[foto acima], sua eleição se deu em um dos momentos mais profícuos de sua vida, o que espera resultar em benefícios para a cultura local.

Na ocasião, o grupo discutiu uma programação possível para comemorar os 25 anos de existência da entidade em Poxoréu, atuando dentro dos limites do possível, em defesa da arte e da cultura. Dentre os eventos está a implantação de um museu, a publicação de um livro de poesias e um grande encontro cultural. Também foi discutido um pouco sobre as responsabilidades upeninas com o programa Momento de Arte e Cultura, levado ao ar aos domingos pela Rádio Sul matogrossense, o qual sempre foi o nosso projeto prioritário durante os anos desse jubileu de prata upenino e que sempre fez grande suceso entre  população local.

domingo, 31 de março de 2013

UPE comemora Bodas de Prata

E então chegamos aos vinte e cinco anos... Quanto tempo já passou. Os fundadores, alguns, já não eram jovens em 31 de março de 1988 e agora estão mesmo de cabelos brancos. Mas ainda que cansados, não estão desanimados e continuam a produzir, a registrar, a cantar e a decantar a temática "Poxoréu".
 A UPE é um pequeno regimento que luta "em defesa da arte e da cultura" de um modo geral e, da cultura e da arte de Poxoréu, de um modo específico.
 Companheiros upeninos chegaram, outras se foram. Já disse antes que a UPE do céu está quase tão grande quanto a UPE da Terra. Mas upeninos somos, vivos ou não na terra. Queremos continuar.

É claro que precisamos de novas mentes, novos talentos e novas vontades para continuar essa jornada. Nos últimos anos temos buscado agregar novos membros, na expectativa de que pudessem dar prosseguimento a esse projeto upenino. Esse pensamento continua. Continuamos esperando isso dos jovens upeninos. Não que estamos querendo abandonar a luta, mas que entendemos ser necessário que outros se empenhem nessa tarefa para que ela possa continuar depois que também partirmos.

É óbvio que produzir e registrar a cultura de um povo exige tempo, investimentos financeiros, sacrifícios e tantas coisas semelhantes. Mas é preciso que alguém esteja disposto a fazer isso, ainda que sofra as críticas de pouco fazer, principalmente dos que nada fazem.
Nesse 25 anos não fizemos muito, mas fizemos algo contra os muitos que não fizeram nada. Então estamos satisfeitos e esperamos poder continuar fazendo nosso pouco nesse universo do muito "nada". E que esse pouco sobreviva.

Nessa oportunidade quero cumprimentar aos meus confrades da UPE e dizer-lhes que aprecio a coragem e o desprendimento de cada um de vocês. Vocês são realmente "os caras", gente de fibra, de coragem. Vale a pena caminhar com vocês. 
Parabéns à família upenina, aos amigos e a toda a cidade de Poxoréu pelo aniversário de sua ilustre filha, a União Poxorense de Escritores. Abraços a todos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013